Revista ECO•21

Av. N. Sra. Copacabana 2 - Gr. 301 - Rio de Janeiro - RJ
CEP 22010-122 - Tels.: (21) 2275-1490

 


. Edição em PDF Eco_21_Video
Editorial

Edição 262
Setembro 2018
 

Capa: Lixo eleitoral Foto: Agência Senado

   
  Eleições, Meio Ambiente e Esperança
  Tasso Azevedo
   
  Todo projeto de futuro tem de mirar a biodiversidade
  Márcio Santilli
   
  Desenvolvimento para sempre
  Luiz Soares
   
  Um compromisso de todos nós
  Malu Nunes
   
  30 anos da Constituição Brasileira, a guardiã do meio ambiente
  Sucena Shkrada Resk
   
  Especialistas defendem realização da COP-25 no Brasil
  Paulo Sérgio Vasco
   
  Diversidade de árvores em áreas úmidas da Amazônia é 3 vezes maior do que o esperado
  Maria Fernanda Ziegler
   
  Brasil terá centro de síntese em biodiversidade até o fim do ano
  André Julião
   
  Redescobrindo os limites da Mata Atlântica
  André Louzas
   
  Unidades de Conservação ameaçadas por Projeto de Lei
  Leo Rodrigues
   
  Ferramentas genéticas lançam luz sobre a biodiversidade brasileira
  Tássia Biazon
   
  É preciso manter a vegetação nativa do Cerrado
  Letícia Campos
   
  A Amazônia tem pressa
  Elisa Homem de Mello
   
  O Interáguas e os desafios para a gestão dos recursos hídricos
  Elmano Augusto
   
  Países aprovam resolução para proteção das baleias
  Letícia Verdi
   
  Protocolo de Montreal: ONU lembra o Dia para a Preservação da Camada de Ozônio
  Roberta Caldo
   
  Mariana: o desastre continua
  Andressa Alday
   
  Aumenta a sustentabilidade nas redes varejistas
  Charlotte Amaro
   
  Farinha à base de bambu é sucesso no preparo de cookie e macarrão
  Camila Pissolito
   
  Probióticos: uma visão do que acontece nos intestinos
  Ana Valdes
   
  Brasileiro comprova que o Glifosato mata as abelhas
  Marc Airhart
   
  Para que serve a Força Espacial dos EUA?
  José Monserrat Filho
   
  Energias renováveis recebem R$ 228 milhões
  Lucas Tolentino
   
A questão ambiental não tem vez na campanha eleitoral
 

Ao longo dos debates, encontros com diversos atores da sociedade civil, empresários, industriais, cientistas, os candidatos à Presidência da República não manifestaram particular interesse na questão ambiental. Dados e informações não faltaram. Todos os candidatos receberam de parte de instituições ambientalistas farta documentação sobre desmatamento, territórios indígenas, unidades de conservação, recursos hídricos, resíduos sólidos, energia, agrotóxicos, desertificação, mudanças climáticas, mobilidade urbana, etc. O grande destaque pode ser dado ao médico sanitarista Eduardo Jorge, do PV, candidato a vice de Marina Silva que, coerente com a posição do seu partido, mais de uma vez colocou, entre outras propostas, a necessidade de implementar uma política nacional sobre energias limpas, defesa do licenciamento ambiental, e de combate às mudanças climáticas, fora das questões do saneamento e do fornecimento de água. Já as candidatas à vice, Ana Amélia, de Gerardo Alckmin e Kátia Abreu, de Ciro Gomes, defendem o agronegócio e o uso intensivo de agrotóxicos, mesmo se declarando a favor de uma agricultura de baixo carbono. Jair Bolsonaro avança pela contramão do preconizado pela ONU e pela maioria dos países no que se refere à consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à ratificação do Acordo de Paris. Bolsonaro expressou, seguindo o exemplo de Trump, que deixará o Acordo de Paris e alguns dos organismos da ONU, além de transformar o Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA e o ICMBio, em dependências do Ministério da Agricultura. Ao tomar conhecimento destas declarações, o Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, afirmou que desmontar o MMA e enfraquecer o Ibama “levará a uma disparada do desmatamento na Amazônia”. O Financial Times tocou no assunto num artigo de Lauro Marins, Diretor Executivo da América Latina do Carbon Disclosure Project (CDP), que disse: “Proteger os valiosos recursos naturais do Brasil tem sido uma conversa quase ausente nas eleições nacionais deste ano. De fato, nenhum dos candidatos fez qualquer menção específica à adaptação climática e muito poucos estabeleceram uma posição sobre a interrupção do desmatamento. Um enfraquecimento da política ambiental aumentaria o risco financeiro e a incerteza entre o setor privado, ignorando a demanda global dos investidores e consumidores por produtos com baixo teor de carbono e livres de desmatamento. Isso pode ter um impacto severo na economia, uma vez que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de commodities agrícolas. Esta não é uma solução adequada para o Brasil. O mundo está numa jornada rumo a uma economia verde e o Brasil tem muito a ganhar com a transição”. Por sua vez Márcia Hirota e Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica reclamaram: “Onde estão os candidatos com pauta ambiental? Meio ambiente deveria ser uma agenda central no debate eleitoral, já que é essencial para a qualidade de vida de todos. Precisamos eleger uma bancada ambientalista forte, o que passa, inevitavelmente, pelos movimentos de renovação política que surgiram na sociedade brasileira”. Pelo visto, a bancada forte será a dos evangélicos. A Frente Parlamentar Evangélica hoje conta com mais de 200 deputados representando os 40 milhões de evangélicos que apoiam Bolsonaro e outros candidatos aos legislativos em todo o país. Por outro lado, o populismo representado por Bolsonaro já tem seu estrategista: Steve Bannon, que convocou os evangélicos dos EUA para eleger Trump. No dia 4 de agosto, Bannon se encontrou nos EUA com Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, para ajudar na campanha e abrir a estrada que norteará o fortalecimento da extrema direita no país. Felizmente o Brasil conta com líderes como Eduardo Jorge, Alessandro Molon e Carlos Minc, entre outros, que trilham rumo ao desenvolvimento sustentável.


Gaia Viverá!


Lúcia Chayb e René Capriles







Archipiélago



IPEMA

© Tricontinental Editora