Revista ECO•21

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Editorial

Edição 165
Agosto
 

Capa: Pegadas humanas nas dunas de Erg Chebbi, deserto do Marrocos Foto: Martin Harvey - WWF

   
  O Código Florestal e as Eleições 2010
  Mario Mantovani
   
  SOS Mata Atlântica lança Plataforma Ambiental
  Fábio Ruocco
   
  Plataforma Ambiental para o Brasil – Eleições 2010
  SOS Mata Atlântica
   
  ONU já trabalha na RIO+20
  Rubens Harry Born
   
  Madeira ilegal com os dias contados?
  Oded Grajew
   
  As verdades amazônicas e as visagens utilitárias
  Lúcio Flávio Pinto
   
  Política de Resíduos Sólidos é sancionada pelo Presidente Lula
  Cristina Ávila
   
  Política Nacional de Resíduos Sólidos
  Luiz Inácio Lula da Silva
   
  ICID 2010 Carta de Fortaleza recomenda participação para combater a desertificação
  Carlos Américo
   
  ONU lança a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação na ICID 2010
  Cadija Tissiani
   
  A Posição Global da Índia sobre Mudança Climática
  Rajendra K. Pachauri
   
  Abordagem das Mudanças Climáticas mediante Desenvolvimento Sustentável
  Jiahua Pan
   
  O Desafio do Século 21
  Michael Specter
   
  O Espírito de Rachel Carson
  Terry Tempest Williams
   
  Responsabilidade e reparação por danos gerados pelos OVMs
  Laura Bregenski Schühli
   
  Amazônia sobre rodas: oportunidade para o conhecimento sustentável
  Rodrigo Stábeli
   
  Vegetação arbórea e a poluição atmosférica na cidade de São Paulo
  Caio Rodrigo Albuquerque
   
  A nossa presença no Planeta
  Ivani Benazzi de Andrade
   
  Um olhar para o futuro
  Lúcia Chayb
   
  800 milhões de sacolas plásticas evitadas em um ano de campanha
  Fernanda Altoé Daltro
   
  O velho agoniza e o novo custa a nascer
  Leonardo Boff
   
A desertificação revela a degradação ambiental
 

Mesmo com todo o conhecimento acumulado pelos cientistas especializados em desertificação, as políticas públicas de muitos países não encontram soluções para deter o inclemente avanço da erosão e das áreas secas. A “II Conferência sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas”, realizada em Fortaleza, revelou preocupantes dados da realidade atual: mais de 100 países sofrem os devastadores efeitos do fenômeno, biomas inteiros se encontram totalmente afetados, mesmo o Saara padece os efeitos da desertificação. O Mar de Aral está reduzido a menos da metade do seu tamanho original e o Mar Morto já perdeu um terço de sua superfície pela ação antrópica. A desertificação é uma realidade presente em 33% da superfície da Terra, tanto em zonas áridas como nas semiáridas. Se adicionarmos a esses dados a informação de que nesses lugares vivem mais de dois bilhões de pessoas, esse fenômeno se transforma numa tragédia e, em alguns casos um genocídio. Com base nessas informações, a ONU lançou a “Década das Nações Unidas para os Desertos e de Luta Contra a Desertificação”, que coincide com o décimo aniversário da entrada em vigor da Convenção da ONU sobre o Combate à Desertificação, relevante instrumento nos esforços para erradicar a pobreza e alcançar o desenvolvimento sustentável. Luc Gnacadja, Secretário-Executivo da Convenção da ONU para o Combate à Desertificação, afirmou em Fortaleza que essa é uma iniciativa para estimular a ação dos governos no sentido de conseguir maior proteção e melhor manejo das terras secas do mundo. O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon, sobre o lançamento da Década disse que “A degradação progressiva dos solos, seja por consequência da mudança do clima, das práticas agrícolas insustentáveis ou da má administração dos recursos naturais, representa uma ameaça à segurança alimentar, gerando fome entre as comunidades mais afetadas e roubando as terras produtivas do mundo. Ao iniciarmos a Década para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação, nos comprometemos a intensificar nossos esforços para cuidar da terra de que necessitamos para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e garantir o bem-estar humano. Além de todos os males que produz a desertificação, ela é uma das formas mais alarmantes da degradação do ambiente, ameaça a saúde e os meios de subsistência de mais de dois bilhões de pessoas e se calcula que, todos os anos, a desertificação e a seca causem uma perda da produção agrícola da ordem dos 42 bilhões de dólares.

Gaia viverá!

René Capriles e Lúcia Chayb













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