Revista ECO•21

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Editorial

Edição 242
Janeiro 2017
 

Capa: O Ano do Galo de Fogo Arte: Jean Tori

   
  Presidente Xi Jiping defende desenvolvimento de baixo carbono em Davos
  Ma Tianjie
   
  O momento irreversível da energia limpa
  Barack Obama
   
  Preparem-se para o capitalismo do desastre de Trump
  Naomi Klein
   
  Vai ser tão ruim assim?
  Claudio Angelo
   
  O clima mudou, é a hora de mudarmos também
  André Ferretti
   
  Com Trump, é bem pior
  Tasso Azevedo
   
  Uma nova visão mundial do oceano
  Mário Soares
   
  Mundo chama atenção para as áreas úmidas
  Waleska Barbosa
   
  Lei das Águas do Brasil completa 20 anos
  Erik Von Farfan
   
  Plano de recursos hídricos tem metas até 2020
  Eliana Lucena
   
  A lenta morte do local do nascimento da ecologia
  Jonathan Mingle
   
  Desmatamento na Amazônia: um desafio
  Thelma Krug
   
  Paradoxos da política de saneamento básico no Brasil
  Evanildo Barbosa da Silva
   
  Energia solar para o Semiárido
  Passos Junior
   
  Atenas, Paris, Madrid e Cidade do México sem veículos a diesel até 2025
  Emily Morris
   
  Zygmunt Bauman e a desigualdade como moto-perpétuo
  José Monserrat Filho
   
  Um presente no Ano Novo Lunar: Província da China proibe os transgênicos
  Alejandro Villamar
   
  Imperatriz acerta em cheio umbigo do agronegócio
  Alan Tygel
   
  A estrada para frente no clima
  Al Gore
   
  Publicação alerta para os riscos das atividades de Fracking na América Latina
  Gilka Resende
   
No Ano do Galo de Fogo a China assume a liderança ambiental
 

Os números da China de Xi Jiping são impressionantes: 13 milhões de empregos somente na área das energias renováveis até 2020, isto é, mais de 5.000 postos de trabalho por dia; 43 GW de energia solar instalada (a hidrelétrica de Itaipu gera 14 GW); 145 GW de geração eólica. A China instala uma média de duas turbinas eólicas por hora. E o Ano do Galo de Fogo apenas começa. Segundo o calendário chinês é um ano poderoso, sem espaço para indecisões, com objetivos firmes. As previsões dizem que o Galo de Fogo trará uma energia audaciosa que ajudará a não ter medo das mudanças. Cheio de oportunidades e novas ideias, o ano de 2017 promete ser repleto de escolhas decisivas. E isso foi confirmado pelo Presidente Xi Jiping na recente reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos. No seu discurso ele disse: “Devemos aderir ao multilateralismo para defender a autoridade e a eficácia das instituições multilaterais. Devemos honrar as promessas e cumprir as regras. Não se deve escolher ou dobrar as regras como bem entender. O Acordo de Paris é uma vitória duramente conquistada, que está de acordo com a tendência subjacente do desenvolvimento global. Todos os signatários devem cumpri-lo em vez de se afastar dele, pois esta é uma responsabilidade que devemos assumir para as gerações futuras”. Parecem palavras de um ecologista. Pouco tempo antes, Xi anunciou que investirá US$ 361 bilhões em energia renovável até o final da década o que é um sinal de que a nação mais populosa do mundo está levando a sério a questão das mudanças climáticas. O país visa reduzir as emissões de CO2 em 1,4 bilhões de toneladas métricas por ano. Grandes cidades como Beijing são frequentemente cobertas pela poluição atmosférica, devido em grande parte à queima de carvão e outras atividades industriais. No ano passado, como parte da guerra "contra a poluição", Pequim fechou 335 fábricas e tirou das ruas mais de 400.000 veículos com alta emissão de CO2. De acordo com a Secretaria Municipal Ambiental de Beijing, o número total de dias de "céu azul", no ano passado atingiu 198, em 2015 foram apenas 12. Xi Jiping acrescentou sobre isto: “É importante proteger o meio ambiente procurando o progresso econômico e social, de modo a alcançar a harmonia entre o homem e a natureza e entre o homem e a sociedade. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável deve ser implementada para alcançar um desenvolvimento equilibrado em todo o mundo”. A Agência Nova China informou que o povo chinês gastou mais em compras, refeições, viagens e entretenimentos durante a celebração do Ano Novo Lunar que começou no dia 28 deste mês (Janeiro). Lojas e restaurantes registraram vendas robustas com receitas que chegaram a US$ 120 bilhões. Vale a pena continuar no pensamento de Xi Jiping: “Deve ser dada prioridade à luta contra a pobreza, o desemprego, o aumento da disparidade de rendimentos e as preocupações dos desfavorecidos para promover a igualdade e justiça sociais. Um adágio chinês diz: 'A vitória é assegurada quando as pessoas juntam suas forças; o sucesso é garantido quando as pessoas se juntam'. Enquanto mantivermos a meta de construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, trabalhando lado a lado para cumprir nossas responsabilidades superando dificuldades, seremos capazes de criar um mundo melhor e proporcionar uma vida melhor para os nossos povos”. O Partido Comunista da China foi fundado no Ano do Galo de 1921. O PCC convocará neste ano seu 19º Congresso Nacional e tem de cumprir com diversas missões para que o Ano do Galo seja de boa sorte. Por coincidência, o primeiro dia de trabalho do Ano Novo é o "lichun", ou início da Primavera, o primeiro dos 24 períodos solares do antigo calendário chinês. Agora que se despede do Inverno, a China espera que o mundo tenha uma grande Primavera.

Gaia Viverá!

Lúcia Chayb e René Capriles








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