Revista ECO•21

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Editorial

Edição 182
Janeiro
 

Capa: A Herborista Arte: Alice Wellinger

   
  O que se espera da RIO+20 é uma nova rota
  Flávio Miragaia Perri
   
  Mulheres debaterão a RIO+20 no Fórum Social
  Nilde Sousa
   
  Uma economia democrática para o desenvolvimento sustentável
  Aron Belinky
   
  Limites do Planeta
  Tasso Azevedo
   
  Uma agenda espacial para a RIO+20
  José Monserrat Filho
   
  Regiões Unidas participando da Conferência RIO+20
  Mário Teixeira
   
  Um bom momento para tomar juízo
  Washington Novaes
   
  A insustentável deficiência política do ambientalismo
  Mario Osava
   
  ONU nomeia secretário do MMA para a CDB
  Gerusa Barbosa
   
  Economia verde, novo disfarce do neoliberalismo
  Alejandro Nadal
   
  Pernambuco: pólo de geração de energia limpa?
  Heitor Scalambrini Costa
   
  O Diesel do Inferno
  Célio Pezza
   
  Chevron, Código Florestal e Belo Monte: O Brasil sem proteção ambiental!
  Eloy Casagrande Jr.
   
  Projeto em Mamirauá preserva jacarés e tartarugas
  Larissa do Amaral
   
  Nova espécie de anfíbio corre risco de ser extinta
  Fernanda Farias
   
  Outro passo adiante para o Barômetro da Vida
  Verónica Moreno Riofrío
   
  Paulo Nogueira-Neto teme pelo futuro da Serra do Mar
  Sílvio Anunciação
   
  Museu Goeldi um símbolo da modernidade na Amazônia
  Vandilson Júnior
   
  Conhecimento sobre madeira é insuficiente entre engenheiros
  Caio Albuquerque
   
  O sentido de urgência segundo um homem lúcido e comprometido
  Samyra Crespo
   
  Arborização urbana - Alternativa para resíduos de arborização urbana
  Alicia Nascimento Aguiar
   
  Ecobarreira de garrafas pet barra o lixo em canais
  Amélia Fernandez Gonzalez
   
  Casa Viva será centro de sustentabilidade na PUC-RIO
  Carlos Emmiliano Eleutério
   
  Sustentabilidade: tentativa de definição
  Leonardo Boff
   
A RIO+20 começou com o Rascunho Zero
 

O Segundo Encontro Intersessional da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) culminou com o lançamento do chamado “Rascunho Zero” (Zero Draft) que poderá se transformar no Documento Final da RIO+20. Esse rascunho denominado “O Futuro que Queremos”, é o resumo das 6 mil páginas enviadas pelos 192 países-membros da ONU – e por diversas instituições tanto oficiais quanto da sociedade civil – combina sugestões, ideias e comentários das 643 propostas enviadas por esses países e instituições e será o principal texto a ser discutido pelos líderes mundiais na Conferência para, segundo Sha Zukang, Secretário-Geral da Conferência, “garantir um compromisso político renovado para o desenvolvimento sustentável”. O “Rascunho Zero” analisado pela antropóloga Iara Pietricovsky, “ficou limitado a 19 páginas no qual se contam 133 repetições da palavra sustentável e 39 do adjetivo verde”. Para Aron Belinky “É uma peça de grande importância, que focalizará as negociações nos próximos meses e que, após aprovada, deverá se tornar – para bem ou mal – uma referência para as políticas e práticas de sustentabilidade nos próximos anos”. Ambos foram representantes do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a RIO+20, presentes ao evento. Organizado por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, o Fórum Social Temático (FST) deverá ser palco de discussões sobre a crise financeira e do atual modelo de desenvolvimento econômico em contraponto a alternativas de crescimento mais sustentável. O foco do FST será a RIO+20, e terá como objetivo influenciar os resultados da Conferência, com a apresentação de propostas alternativas para serem encaminhadas pelos Governos. “Nossa preocupação é que a chamada Economia Verde seja apenas um novo rótulo para o mesmo modelo de desenvolvimento com concentração de riqueza, centrado no consumo, sem distribuição renda. Debater a RIO+20 é debater a crise capitalista”, afirma Mauri Cruz, Coordenador do Comitê Organizador do FST. Já o diplomata Laudemar Aguiar, Secretário-Geral do Comitê Nacional de Organização da RIO+20 afirma que esta será “a maior Conferência da história da ONU”, com um orçamento de R$ 430 milhões. Segundo Sha Zukang, Secretário-Geral da Conferência, a RIO+20 deve integrar os três pilares do desenvolvimento sustentável: social, ambiental e econômico. “Uma das lições mais importantes aprendidas desde a RIO-92 é que o progresso não será sustentável se for apoiado em apenas um desses pilares”. Em resumo, o “Rascunho Zero” da RIO+20 revela que a manutenção do atual modelo de produção e de consumo tornará o futuro inviável.

Gaia Viverá Lúcia Chayb e René Capriles















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