Revista ECO•21

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Edição 218
Cientista do MIT relaciona glifosato ao autismo
Christina Sarich
Jornalista e escritora do portal Natural Society
 
A partir do ano 2025 metade das crianças nascidas nos EUA será diagnosticada com autismo, segundo a especialista Stephanie Seneff, pesquisadora sênior do Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory no mundialmente respeitado, Massachusetts Institute of Technology (MIT). A Dra Seneff, assim como muitos outros cientistas, afirma que o autismo não é um distúrbio neurológico apenas genético – é praticamente certo que ocorra devido a fatores ambientais. Dois desses fatores estão relacionados à exposição ao RoundUp (glifosato) da Monsanto e a um coquetel de metais pesados, incluindo o alumínio.
A Dra. Seneff só não é respeitada pela indústria farmacêutica e pela agricultura industrial. Ela é uma cientista da computação que fez a transição para a biologia e toxicologia, por isso as pessoas gostam de atacar a sua qualificação. Mas, o que Stephanie Seneff descobriu é a chave dos problemas gerados pelo glifosato que muitos pesquisadores dessa área têm sido negligentes em divulgar.
Ela estudou o autismo e os fatores ambientais que provocam a doença por mais de 7 anos. Falta de exposição solar, uma dieta empobrecida, vacinas (especialmente as que contêm alumínio e mercúrio), assim como toxinas do glifosato originárias do RoundUp são os elementos que estão disparando as taxas de autismo. Ela explicou isso numa palestra realizada recentemente na ONG Autism One especializada em auxiliar os parentes das crianças autistas.
Alumínio e Glifosato

Alumínio e glifosato, especificamente, interrompem o funcionamento da glândula pineal (sulfato de melatonina), levando a altos níveis de autismo. Ela destaca esse fato indicando com precisão e detalhes em sua pesquisa (disponível no site: http://people.csail.mit.edu/seneff/). Além disso, glifosato e manganês formam um complexo, um quelato. Seneff acredita que apenas a carência da quantidade apropriada de manganês pode ajudar a causar autismo.
O glifosato também promove a absorção de alumínio nos nossos tecidos e interrompe um caminho importante da absorção dos aminoácidos, a chamada rota do ácido xiquímico (mais conhecido como xiquimato), no sistema gastro-intestinal.
“O glifosato trabalha interrompendo a rota do xiquimato, uma função metabólica das plantas que as permite criar aminoácidos essenciais. Quando essa rota é interrompida, as plantas morrem. As células humanas não tem uma rota do xiquimato; por isso, cientistas e pesquisadores acreditaram que a exposição ao glifosato fosse inofensiva”.
Na verdade, a demanda industrial não corresponde à ciência em relação ao RoundUp. Ele é usado por ser considerado um dos mais “seguros” herbicidas. Esse produto é vendido pela Monsanto e pela indústria química, mas na verdade o RoundUp é um dos agrotóxicos mais perigosos do mercado.
Cientistas cometeram erros sobre uma rota do xiquimato humana, confiando que algumas funções do corpo poderiam eliminar venenos como o RoundUp e outros agrotóxicos. Seneff diz: “O problema é que algumas bactérias tem uma rota do xiquimato e nós temos milhões de bactérias boas nos nossos intestinos – nossa ‘flora intestinal’; elas são essenciais à saúde. O intestino não é só responsável pela digestão, mas também pelo sistema imunológico. Quando o glifosato entra no corpo, destrói o intestino e, consequentemente, o sistema imunológico. Os efeitos são nefastos. As pessoas não percebem quando comem algo com glifosato, mas, aos poucos, o ser humano entra num estado de velhice antes do que deveria”.
Apesar das descobertas da cientista ainda estarem em processo de investigação, há famílias com crianças autistas que optaram por mudar sua dieta eliminando todos os agrotóxicos e a maior quantidade de neurotoxinas possível, tendo uma alimentação orgânica. Eles experimentaram resultados incríveis, observando melhorias nos padrões de fala das crianças, habilidades cognitivas e sociais, isso em semanas e não em anos. Esses resultados revelam muitas evidências circunstanciais e dão respaldo às reivindicações de Seneff.
O índice do aumento de doenças como o autismo (Parkinson, Alzheimer, etc.) era desconhecido há 50 anos. Não se pode dizer que isso se deve à “melhor divulgação e diagnóstico”. Nos últimos 5 anos os índices de autismo aumentaram de 1/150 para 1/50. Está relacionado com o ambiente, não é genética.
Quando se detecta que os níveis de glifosato encontrados no leite materno são 10 vezes mais elevados do que o permitido na água potável europeia e que em 18 países foi encontrado glifosato no sangue das pessoas, deve-se questionar o crescimento do autismo através de outra perspectiva, sem ser a genética e ligar os pontos. Isto leva a perceber o glifosato como um composto sinérgico que trabalha com outros casos de autismo, como as vacinas, mesmo sendo controverso.
“Normalmente o corpo funciona muito bem expelindo o alumínio. O intestino absorverá muito pouco do que está na dieta, considerando que a pessoa tenha um intestino saudável. O glifosato produz um leaky gut [síndrome de intestino permeável] e isso ajuda a absorver o alumínio. O que eu acredito agora é que o alumínio nas vacinas é muito mais tóxico como uma consequência do glifosato que também está no sangue. Os dois são sinérgicos porque o glifosato forma um invólucro em torno do alumínio e o impede de ser expelido. O alumínio termina se acumulando, ficando preso ao glifosato, depois vai parar na glândula pineal, no centro do cérebro, alterando o sono e causando uma série de problemas em cadeia. O glifosato e o alumínio trabalham sendo muito mais tóxicos juntos do que poderiam ser agindo sozinhos”, esclareceu a Dra Stephanie Seneff.
Os agrotóxicos RoundUp são os mais usados em numerosas cidades densamente habitadas, como Nova York; não são usados apenas nas fazendas norte-americanas. Em apenas 10 anos o consumo do RoundUp nas fazendas dos EUA cresceu mais de 80%. Atualmente mais de 80.000 toneladas são usadas no milho transgênico, soja e outros cultivos. Estamos sendo envenenados pelo mercado. Isso não é mais o agronegócio contra as massas, parece mesmo puro genocídio.
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