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Edição 246
Cidades inteligentes devem gerar US$ 1,5 trilhão até 2020
Fernanda Kluppel
Jornalista
 
O setor público costuma ser mais lento do que as empresas privadas na adoção de novas tecnologias, mas diante do impacto positivo que elas geram em pontos como produtividade, eficiência e relevância na vida dos cidadãos, isso está mudando. Com o objetivo de avaliar os desafios enfrentados pelas administrações públicas frente à Transformação Digital e de mostrar como elas podem se fortalecer durante esse processo, a Avaya encomendou o White Paper “Cidades e Administrações Inteligentes: A Transformação Digital na área do Governo”, realizado pela empresa de pesquisa Frost & Sullivan.
Um dos principais pontos de interseção entre o setor público e a tecnologia são as Cidades Inteligentes. A ideia é que soluções automatizadas resolvam muitos dos problemas enfrentados pelos cidadãos diariamente em serviços públicos como saúde, meio ambiente, segurança, alimentação e transportes. Com o aumento da eficiência em diversos processos, o benefício é imediato e, por isso, os governos precisam estar atentos a esse conceito.
Um exemplo concreto é o caso do Brasil. Em 2016, o setor público investiu um total de 980 milhões de dólares em telecomunicações e TI. “A Frost & Sullivan define como Cidades Inteligentes aquelas que estiverem construídas com base em soluções e tecnologias que levam inteligência a no mínimo cinco de oito setores: administração e educação; energia; edifícios; mobilidade; infraestrutura; tecnologia; saúde; e cidadãos”, afirma Juan Gonzalez, Diretor de Pesquisa de Transformação Digital.
Dessa forma, os governos buscam obter benefícios concretos a partir da implementação das Cidades Inteligentes:
● Ter mais visibilidade sobre todos os processos da cidade para desenvolver serviços mais eficientes, e Identificar das expectativas dos cidadãos para com o governo;
● Obter assistência para minimizar imprevisibilidades geradas por turbulências econômicas, desastres naturais ou epidemias;
● Criar uma plataforma que impulsione o crescimento econômico sustentável e a inovação para atrair investimentos externos e talento humano;
● Garantir um ambiente seguro e estável para os cidadãos e as organizações;
● Criar uma plataforma que promova a inclusão e a melhoria da interação cidadã com os serviços da cidade e com o governo;
● Reduzir o gasto público e proporcionar um modelo adequado de funcionamento e financiamento da cidade.
De acordo com pesquisas recentes da Frost & Sullivan, globalmente, o mercado de soluções para Cidades Inteligentes chegará a uma receita de 1,5 trilhão de dólares em 2020.

Os Progressos na América Latina

Na América Latina, o desenvolvimento das Cidades Inteligentes ainda está em crescimento, mas progressos concretos já podem ser observados em várias das principais cidades da região, tais como Rio de Janeiro, Buenos Aires, Bogotá e a Cidade do México. Os segmentos onde se encontram as principais oportunidades para os governos da região são:
1 - Administração e educação
2 - Mobilidade
3 - Segurança
4 - Infraestrutura
5 - Energia
6 - Saúde
Ao referir-se ao cidadão como consumidor, melhorar a eficiência e eficácia na prestação de serviços se transforma em uma meta fundamental em todo o setor público, e conhecer a fundo suas necessidades requer o fortalecimento dos canais de comunicação entre o governo e os cidadãos. Nesse sentido, começa a surgir uma nova classe de cidadãos, que almeja ser comprometida, proativa e demanda mais participação sobre como são definidos os serviços e as políticas de uma cidade.
Diante desse cenário, a Frost & Sullivan conclui que:
1) O setor de administração pública baseia sua gestão nas interações e trocas entre os cidadãos e no aumento da sua satisfação. Ao mesmo tempo, e de forma transversal, as crescentes restrições orçamentárias obrigam as administrações a fazerem mais com menos, melhorando a eficiência em cada um dos processos e serviços. Diante desses desafios, os governos podem apoiar-se na Transformação Digital para superá-los, ou manter suas ferramentas atuais e ver seus esforços serem em vão.
2) A tecnologia assume um papel primordial – e assim será cada vez mais – de fornecer interações mais satisfatórias e fortalecer os serviços públicos por meio de soluções inteligentes. A implementação de plataformas tecnológicas na gestão pública pode: aumentar a produtividade e satisfação dos funcionários; aumentar a eficiência e efetividade de processos; fortalecer o relacionamento com o cidadão; oferecer soluções inteligentes para problemas estruturais e, ao mesmo tempo, gerar uma economia de custos sempre desejada pelas administrações. No entanto, o uso dessas ferramentas traz consigo seus próprios desafios, entre os quais se destaca a segurança da informação.
3) Os governos lidam com uma quantidade de informação de seus cidadãos que é muito sensível e valiosa para cibercriminosos sendo foco de uma crescente quantidade de ataques em todo o mundo. Por esse motivo, os governos que queiram iniciar o caminho da transformação digital, devem procurar um parceiro estratégico com experiência comprovada e suficiente no mercado e que possa oferecer-lhes uma proposta que abranja plataformas de Cidades Inteligentes, soluções verticais, serviços de colaboração e produtividade, mobilidade e segurança cibernética. Somente assim, as agências de governo poderão continuar sendo relevantes para os seus cidadãos, protegendo suas informações e mantendo-se seguras.

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Sobre a Avaya

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